Houve também uma redução de 94% na progressão de metástases cerebrais entre os pacientes.
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Um ensaio de um novo medicamento contra o câncer de pulmão produziu resultados “sem precedentes”, de acordo com os pesquisadores.
Eles relataram que cinco anos após o tratamento, 60% dos pacientes com uma forma muito comum da doença ainda estão vivos e o câncer não progrediu.
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“Até onde sabemos, esses resultados não têm precedentes”, disse o professor Ben Solomon, de Peter Mac, líder do estudo e autor correspondente, em entrevista ao The Guardian.
Para se ter uma ideia, o segundo melhor tratamento para tumores agressivos, o crizotinibe, apresenta esse efeito em apenas 8% dos casos.
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Para que tipo de câncer de pulmão o medicamento serve?
O lorlatinibe é um medicamento utilizado no tratamento do câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP), especificamente em pacientes cujos tumores apresentam mutações no gene ALK (linfoma anaplásico quinase) ou ROS1.
Este tratamento é especialmente relevante para aqueles que desenvolveram resistência a outros inibidores de ALK ou ROS1.
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Como funciona o medicamento?
Lorlatinibe é um inibidor de ALK e ROS1, proteínas que, quando mutadas, podem promover o crescimento e a disseminação do câncer.
Dessa forma, o lorlatinibe atua bloqueando a atividade dessas proteínas, o que impede a sinalização que leva ao crescimento e à sobrevivência das células cancerosas.
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Este bloqueio é fundamental porque interrompe as vias moleculares que permitem que as células tumorais proliferem e se espalhem para outras partes do corpo.
O que os pesquisadores descobriram no estudo?
O estudo envolveu 296 pessoas com câncer de pulmão de células grandes e avançado, todos com uma mutação do gene ALK.
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Esta é uma forma agressiva da doença que muitas vezes causa metástase no cérebro.
Os pacientes ficaram separado em dois grupos diferentes: um deles recebeu lorlatinibe e o outro foi tratado com crizotinibe.
O lorlatinibe é administrado em comprimidos uma vez ao dia, enquanto o crizotinibe é administrado duas vezes ao dia.
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O objetivo primário do estudo foi a sobrevida livre de progressão; o principal objetivo secundário foi a sobrevida global. Outro desfecho secundário foi se o câncer havia metastatizado para o cérebro.
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Cinco anos após o tratamento, 60% dos pacientes que receberam lorlatinibe ainda estavam vivos, sem sinais de progressão da doença, em comparação com 8% dos pacientes que receberam crizotinibe.
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Houve também uma redução de 81% no risco de progressão do câncer ou morte e uma redução de 94% na progressão de metástases cerebrais em comparação com o crizotinibe.
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Efeitos adversos
Consistente com os dados de ensaios anteriores, o lorlatinib foi associado a uma maior incidência de acontecimentos adversos do que o crizotinibe, 77% versus 57%, principalmente devido ao aumento dos lípidos no sangue (colesterol e triglicéridos).
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No entanto, os eventos adversos cardiovasculares foram semelhantes entre os grupos de tratamento.
Os eventos adversos relacionados ao lorlatinibe foram controláveis com uma redução da dose sem afetar a eficácia do medicamento.
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As taxas de sobrevivência livre de progressão e o tempo de progressão cerebral foram semelhantes nos pacientes cuja dose foi menor nas primeiras 16 semanas e naqueles que não tomaram uma dose menor.
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Os pesquisadores apresentaram os resultados do ensaio na reunião científica anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) de 2024 e publicados simultaneamente no Journal of Clinical Oncology.
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O que causa câncer de pulmão?
Diversos fatores podem causar câncer de pulmão, sendo o tabagismo o principal deles. Além disso, a exposição a agentes ambientais e ocupacionais, como o radônio e o amianto, contribui significativamente para o risco.
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Ademais, a poluição do ar desempenha um papel importante. De forma semelhante, fatores genéticos aumentam a suscetibilidade, mesmo em não fumantes.
Por fim, o histórico familiar e o estilo de vida, incluindo dieta e atividade física, também influenciam o desenvolvimento da doença.
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Sintomas
Os sintomas mais comuns do câncer de pulmão são a tosse e o sangramento pelas vias respiratórias. Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns para o paciente. Pneumonia de repetição pode, também, ser a manifestação inicial da doença.
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Diagnóstico
A maneira mais fácil de diagnosticar o câncer de pulmão é através de raio-X do tórax complementado por tomografia computadorizada. A broncoscopia (endoscopia respiratória) deve ser realizada para avaliar a árvore traquebrônquica e, eventualmente, permitir a biópsia.
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É fundamental obter um diagnóstico de certeza, seja pela citologia ou patologia.Uma vez obtida a confirmação da doença, é feito o estadiamento, que avalia o estágio de evolução, ou seja, verifica se a doença está restrita ao pulmão ou disseminada por outros órgãos.
O estadiamento é feito através de vários exames de sangue e radiológicos, como dosagens enzimáticas e ultrassonografia, respectivamente.
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Tratamento
O tratamento do câncer de Pulmão será recomendado a um paciente levando-se em consideração alguns aspectos da doença, como por exemplo:
Tipo histológico (tipo de célula do pulmão que se transformou);
Extensão da doença (estadiamento): Se a doença está confinada ao pulmão ou se acomete alguns gânglios regionais ou se acomete outros órgãos;
Condições clínicas do paciente e outras doenças pré-existentes (performance status).
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Os médicos recomendarão o tratamento com base nessas informações. Os seguintes tratamentos poderão ser parte da estratégia de combate ao câncer:
Cirurgia
Cirurgia Vídeo-assistida
Radioterapia
Radioterapia por SBRT
Ablação por rádio frequência
Quimioterapia
Imunoterapia
Sabemos, por fim, que além de mais eficazes os tratamentos contam com menores efeitos colaterais quando comparamos com o passado. E, a cada dia que passa, novas estratégias são pesquisadas e algumas delas incorporadas no armamentário de combate à doença, melhorando os desfechos para o paciente.
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Prevenção
Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos, independentemente do tipo, não fumar é o primeiro cuidado para prevenir a doença. A ação permite a redução do número de casos (incidência) e de mortalidade.
Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão. Em geral, as taxas de incidência em um determinado país refletem seu consumo de cigarros.
Manter alto consumo de frutas e verduras é recomendado. Deve-se evitar, ainda, a exposição a certos agentes químicos (como o arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente no ambiente ocupacional.
Exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos (que predispõem à ação carcinogênica de compostos inorgânicos de asbesto e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) e história familiar de câncer de pulmão favorecem ao desenvolvimento desse tipo de câncer.
Algumas Informações: Portal Catraca Livre / Portal Einstein
Direitos Autorais Imagem de Capa: diego_cervo/DepositPhotos / Divulgação
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