Por: Cerqueiras Portal de Notícias

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Estudo mostra: Mulheres lésbicas têm mais orgasmos em seus relacionamentos que héteros

Uma pesquisa recente apontou  — o que muitas mulheres já sabem — as mulheres lésbicas têm mais orgasmos que as heterossexuais. 

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De acordo com o resultado, enquanto apenas 65% das mulheres que se relacionam com homens chegam ao orgasmo, 78% das mulheres lésbicas experimentam o clímax durante o sexo.

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O estudo foi feito pela Universidade Rutgers, de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Na mesma linha, uma outra pesquisa feita em 2017 pelas Universidades de Chapman e de Indiana e do Instituto Kinsey, já havia divulgado que as mulheres heterossexuais não só têm menos orgasmos que lésbicas, mas também que todos os outros grupos.

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Na época, segundo o estudo, “há uma notável diferença entre a frequência de orgasmos entre homens e mulheres”. Os homens heterossexuais foram os que mais relataram orgasmos em todas as relações (95%), seguidos de homens gays (89%), homens bissexuais (88%), mulheres lésbicas (86%), mulheres bissexuais (66%) e mulheres heterossexuais (65%).

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Já no estudo recente, as lésbicas relataram mais estimulação do clitóris, mais expectativas e busca pelo orgasmo. Mulheres bissexuais apresentaram respostas semelhantes quando em relação com outras mulheres.

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“O que devemos tirar desta pesquisa é que quando as mulheres fazem sexo com homens, em geral, elas normalmente não experimentam estimulação clitoriana suficiente para facilitar oportunidades iguais de orgasmo”, conta Grace Wetzel, uma das autoras do estudo e doutoranda em psicologia na universidade.

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A psicóloga e estudiosa Laurie Mintz afirma que o resultado nada tem a ver com mulheres hétero serem “difíceis” de agradar. 

Afinal, o mesmo levantamento indicou que, na masturbação, 92% das mulheres chegam ao orgasmo. “A principal razão para a lacuna do orgasmo, então, é que as mulheres não estão recebendo a estimulação clitoriana de que precisam.”

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Irmãos Gonçalves

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Leia Mais: 'Orientação romântica' expõe diferença entre sexualidade e afetividade

Se apaixonar por alguém sem ser por gênero ou sexo é possível? Para muitas pessoas, ter essa afeição por alguém independente da sexualidade, é possível sim.

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Alguns acreditam que a paixão se dá por características que nada têm a ver com gênero ou sexo, mas por características relacionadas ao indivíduo mesmo. É o jeito de falar, de tratar, o envolvimento. Existe uma série de fatores que leva ao encantamento pelo outro.

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Diferença entre sexualidade e afetividade


É possível ter um entendimento da vida sexual muito diferente da romântica. Você pode ter o desejo por alguém do gênero oposto, mas isso não quer dizer que, romanticamente, vai ter o mesmo sentimento que o sexual.

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A orientação sexual e a romântica funcionam de formas distintas. A sexual estabelece padrões de atração para determinado tipo de característica ou pessoa. Já a romântica valoriza fora do sexo, extragenital, e se baseia em amor, em carinho e outros estados de humor mais complexos.

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A atração romântica produz o relacionamento afetivo e continuidade do relacionamento. Ambos trazem prazer, mas o sexo traz a proposta de um prazer imediato e de alta intensidade. Já a romântica promove prazer de mais baixa intensidade e se prolonga com mais facilidade.

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Bissexualidade x orientação romântica


O sexo é visto pela sociedade como uma normativa. Se não há vida sexual ativa em um relacionamento romântico, temos um problema. Por muito tempo, entendemos que amor e sexo precisavam estar vinculados, mas são duas coisas completamente diferentes.

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W Aluminium

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Alguns especialistas acreditam que essa conexão surgiu, no decorrer da história, para manter a família unida. Essa tradição vem da Idade Média, onde cada membro da família tinha um papel para manter o sustento de uma casa. Com a chegada do mercantilismo, não havia mais a necessidade de casais e filhos se manterem juntos.

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Assim, fazer dos casais algo além do sexo permitiu manter acordos entre famílias e facilitou a manutenção da produção de bens de consumo numa sociedade. 

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Mundo das Utilidades

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O fato de amor e sexo terem andado juntos por tanto tempo fez criar a ideia de que fazemos sexo porque amamos e que amamos porque fazermos sexo.

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Há uma construção social de que devemos viver afetividades de acordo com a sexualidade. Mas, um homem homossexual pode amar uma mulher. Ele entende que aquele desejo pode ser experimentado com homens, mas pode se permitir ter relações românticas com mulheres.

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BibiCar

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Quem vive essas romanticidades é bissexual?


Bissexualidade refere-se à possibilidade de se sentir atraído tanto por homens como por mulheres, enquanto o romantismo refere-se aos estados de humor relacionados ao amor que se pode sentir por qualquer outra pessoa, sem conduzir ao sexo genital.

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Para se sentir um bissexual, vale lembrar que é mais que um comportamento sexual, é um posicionamento social. Já as afetividades não são preto no branco.

O aspecto afetivo, não se baseia em normas, mas no subjetivo e na construção que cada um faz em relação às suas vontades, seus desejos, suas noções de afeto.

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Orientação romântica


Quando as pessoas pensam na separação entre amor e sexo, passa a entender o ser humano com uma riqueza de possibilidades. 

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Irmãos Gonçalves

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Abre-se um leque de pluralidade. As pessoas estão se liberando cada vez mais de uma normativa. Agora, basta saber quão dispostas viver essa romanticidade fluída diante de uma sociedade que ainda julga o diferente.

Algumas Informações: Jornal da UOL / Correio Braziliense


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