Os pesquisadores observam que as pessoas com psoríase devem conversar com seus médicos e dermatologistas antes de tomar suplementos.
Um estudo de 2023 da Brown University e do Massachusetts College, nos Estados Unidos, mostrou a influência da vitamina D na psoríase.
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Segundo a pesquisa, a substância pode desempenhar um papel importante na gravidade do processo autoimune, evitando que as lesões se espalhe pelo corpo.
A psoríase é uma doença de pele crônica e não contagiosa que é considerada imunomediada.
Em resumo, isso significa que é uma condição na qual o sistema imunológico do corpo desempenha um papel fundamental no desenvolvimento e na progressão da doença.
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Na psoríase, o sistema imunológico ataca erroneamente as células saudáveis da pele, desencadeando um processo inflamatório e resultando no crescimento acelerado das células da pele.
Sua causa exata não é clara. Acredita-se, no entanto, que surja de uma predisposição genética desencadeada por fatores ambientais.
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Ação da vitamina D na psoríase
Os cientistas acreditam que a vitamina D desempenha um papel na prevenção da progressão de doenças de pele, modulando a resposta imunológica e agindo diretamente nas células reparadoras da pele.
Os pesquisadores examinaram dados de mais de 40 mil pessoas coletados pela Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição (NHANES) entre 2003 e 2014.
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A equipe, então, avaliou os níveis de vitamina D dos indivíduos e a gravidade da psoríase em um grupo que representa a população dos EUA.
Poucos estudos procuraram esta associação em grupos de pessoas, especialmente em grandes populações, ou examinaram esta relação.
Os dados do NHANES revelaram 491 casos de psoríase, sendo 162 notificados entre 2003 e 2006 e 329 notificados entre 2011 e 2014.
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Metodologia do estudo
Os pesquisadores usaram a área de superfície corporal afetada pela psoríase auto-relatada para medir a gravidade da doença em cada indivíduo. Eles também coletaram dados sobre os níveis de vitamina D em amostras de sangue.
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Depois de ajustar os dados para levar em conta fatores de estilo de vida como idade, sexo, raça, IMC e hábitos de fumar, a análise descobriu que pessoas com níveis mais baixos de vitamina D tinham psoríase significativamente mais grave.
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Aqueles com maior área de superfície corporal afetada pela psoríase apresentaram níveis médios mais baixos de vitamina D.
Por outro lado, quanto menos afetada a pele de alguém pela psoríase, maiores eram os níveis médios de vitamina D.
Os pesquisadores analisaram separadamente a percentagem de pessoas com deficiência de vitamina D, definida como menos de 50 nanomoles por litro de sangue.
Então, eles compararam o resultado com os quatro níveis de área de superfície corporal afetada pela psoríase.
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Resultados
No grupo com o nível mais elevado de área de superfície corporal afetada pela psoríase, 39% das pessoas tinham deficiência de vitamina D, em comparação com 25% no grupo com o nível mais baixo de área de superfície corporal afetada pela psoríase.
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Esta relação sugere que a vitamina D pode afetar o desenvolvimento e a progressão da psoríase.
Os pesquisadores observam que as pessoas com psoríase devem conversar com seus médicos e dermatologistas antes de tomar suplementos de vitamina D.
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A toxicidade da vitamina D é incomum, mas a suplementação sem orientação médica pode ser perigosa e interferir com outros medicamentos.
As conclusões preliminares ainda não foram revisadas por pares, mas o estudo foi apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Nutrição.
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Leia Mais:
Psoríase: conheça os sinais e tratamentos da doença
Os sintomas desaparecem e reaparecem periodicamente e o quadro pode ser agravado por estresse.
A psoríase é uma doença autoimune não contagiosa, que está sujeita a melhoras e recaídas e que não tem cura. Carateriza-se por manchas rosas ou avermelhadas, cobertas por escamas esbranquiçadas.
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Embora algumas pessoas pensem na psoríase como uma doença de pele, ela também pode afetar os ossos e os músculos, provocando dores articulares.
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A doença atinge homens e mulheres, em qualquer idade, podendo ocorrer desde formas localizadas e discretas, até formas muito severas que acometem grande área da superfície corporal.
Geralmente, os sinais aparecem nos cotovelos, joelhos, mãos, pés e couro cabeludo e se intensificam durante as crises.
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“O paciente pode perceber aquela casca no couro cabeludo que nunca melhora ou manchas vermelhas descamativas nos cotovelos e joelhos ou uma micose na unha do pé que nunca sara. Essas manchas vermelhas normalmente causam coceira e desconforto”, explica Gabriella Albuquerque, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) do Rio de Janeiro.
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Tipos e sintomas de psoríase
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, os tipos da doença se dividem da seguinte forma:
Psoríase em placas ou vulgar: manifestação mais comum da doença. Forma placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas.
Essas placas coçam e, algumas vezes, doem, podendo atingir todas as partes do corpo, inclusive genitais. Em casos graves, a pele em torno das articulações pode rachar e sangrar.
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Psoríase ungueal: afeta as unhas das mãos e dos pés. Faz com que a unha cresça de forma anormal, engrosse, escame, mude de cor e até se deforme. Em alguns casos, a unha chega a descolar.
Psoríase do couro cabeludo: surgem áreas avermelhadas com escamas espessas branco-prateadas, principalmente após coçar. O paciente pode perceber os flocos de pele morta em seus cabelos ou em seus ombros, especialmente depois de coçar o couro cabeludo. Assemelha-se à caspa.
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Psoríase gutata: geralmente é desencadeada por infecções bacterianas, como as de garganta. É caracterizada por pequenas feridas, em forma de gota no tronco, nos braços, nas pernas e no couro cabeludo. As feridas são cobertas por uma fina escama, diferente das placas típicas da psoríase que são grossas. Este tipo acomete mais crianças e jovens antes dos 30 anos.
Psoríase invertida: atinge principalmente áreas úmidas, como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor dos genitais. São manchas inflamadas e vermelhas. O quadro pode agravar em pessoas obesas ou quando há sudorese excessiva e atrito na região.
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Psoríase pustulosa: nesta forma de psoríase, podem ocorrer manchas, bolhas ou pústulas (pequena bolha que parece conter pus) em todas as partes do corpo ou em áreas menores, como mãos, pés ou dedos (chamada de psoríase palmoplantar). Geralmente, se desenvolve rápido, com bolhas de pus que aparecem poucas horas depois de a pele tornar-se vermelha.
As bolhas secam dentro de um dia ou dois, mas podem reaparecer durante dias ou semanas. A psoríase pustulosa generalizada pode causar febre, calafrios, coceira intensa e fadiga.
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Psoríase eritodérmica: é o tipo menos comum. Acomete todo o corpo com manchas vermelhas que podem coçar ou arder intensamente, levando a manifestações sistêmicas. Ela pode ser desencadeada por queimaduras graves, tratamentos intempestivos (como uso ou retirada abrupta de corticosteroides), infecções ou por outro tipo de psoríase mal-controlada.
Psoríase artropática: além da inflamação na pele e da descamação, a artrite psoriática, como também é conhecida, causa fortes dores nas articulações. Afeta mais comumente as articulações dos dedos dos pés e mãos, coluna e juntas dos quadris e pode causar rigidez progressiva e até deformidades permanentes. Também pode estar associada a qualquer forma clínica da psoríase.
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Tratamento
Não há cura para a psoríase, mas é possível gerenciar os sintomas com medicamentos. O SUS (Sistema Único de Saúde) tem tratamento gratuito para pessoas com psoríase. São oito tipos de fármacos específicos para a doença.
Ao receber o diagnóstico e a prescrição do medicamento, é possível retirá-lo sem custo nas farmácias do SUS ou nos postos de saúde. Para isso, é preciso levar:
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-Cópia do Cartão Nacional de Saúde;
-Cópia do documento de identidade (RG) + original;
-Cópia do comprovante de residência;
-LME (laudo de solicitação de medicamentos) preenchida pelo seu médico;
-Termo de Esclarecimento e Responsabilidade assinado e verificar se há algum outro procedimento (como exames) necessário a ser realizado de acordo com a particularidade de cada Estado.
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Cada caso pede um tratamento específico. Por isso, é fundamental a orientação de um profissional de saúde. Como complemento ao tratamento, é indicado de 15 a 20 minutos de sol por dia. O paciente também deve manter a pele sempre hidratada.
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Algumas Informações: Portal Catraca Livre
Direitos Autorais Imagem de Capa: Gulyayeva/istock / Divulgação
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