Empresa sul-coreana levou os recursos de inteligência artificial da linha Galaxy S24 a outros aparelhos da marca.
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No início de abril, a Samsung levou os recursos de inteligência artificial da linha Galaxy S24 a outros aparelhos da marca. Dias depois, usuários passaram a reclamar que a bateria estava se esgotando mais rápido que o habitual.
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Em um fórum que reúne donos de celulares Samsung na Europa, mantido pela própria empresa, um usuário disse que passou a ter de carregar seu Galaxy S23 três vezes em um único dia, compartilhando gráficos do histórico de carga de bateria para comprovar a afirmação. "Antes, minha bateria durava até dois dias com uma recarga", escreveu.
As imagens indicam a interface da Samsung "One UI" como a principal fonte de gasto de bateria.
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Questionada sobre as reclamações dos usuários, a Samsung não respondeu até a publicação da reportagem.
Outros usuários dizem que sentem o aparelho "até dez graus mais quente" e que recebem seguidos alertas de um aplicativo que "consome muito processamento computacional". Uma das dezenas de tópicos de reclamação tem mais de 40 páginas de discussão com exemplos do mesmo problema.
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A atualização da interface One UI para a versão 6.1 acrescentou o pacote Galaxy AI, anunciado junto com o S24, às linhas Galaxy S22, S23 e aos smartphones dobráveis Galaxy Z Fold4 e Z Flip4 e os tablets da linha Galaxy Tab S8.
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A IA da Samsung inclui as ferramentas:
Circule para pesquisar no Google (que permite buscar por recortes de imagem)
Chat inteligente Intérprete de idiomas
Tradução simultânea
Notas inteligentes que completam textos automaticamente
Assistente de transcrição e de navegação
Edição de fotos inteligente, que permite apagar elementos de uma foto ou expandí-la além do quadro com IA
Esse "banho de IA" foi a aposta da empresa sul-coreana para recuperar a liderança do mercado global de smartphones.
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Segundo o professor de engenharia elétrica da Escola Politécnica da USP, Adnei de Andrade, não dá para confirmar que os novos recursos de IA são os vilões da história. "Porém, é de conhecimento geral que modelos de inteligência artificial têm consumo intenso de energia."
A Samsung selou parcerias com Google e Microsoft para desenvolver recursos de inteligência artificial viáveis em smartphone.
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A empresa sul-coreana usa versões mais enxutas de IA generativa do que o ChatGPT para permitir que o recurso seja processado no próprio celular, sem necessidade de computação em nuvem.
Diferentemente dos aparelhos da linha Galaxy S24, os smartphones mais antigos não têm um processador dedicado a rodar IA, o que pode piorar o desempenho e o gasto de bateria.
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A reportagem procurou as empresas que testam o desempenho de smartphones Antutu e Passwork, mas ambas disseram não aferir dados de consumo de bateria.
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Impacto da IA nos smartphones mais antigos
O impacto da inteligência artificial (IA) nos smartphones mais antigos pode ser significativo devido a várias razões técnicas e de hardware. Aqui estão algumas áreas em que a presença da IA pode afetar dispositivos mais antigos:
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Processamento intensivo: Recursos avançados de IA, como processamento de linguagem natural, tradução de idiomas em tempo real, reconhecimento de imagens e outras tarefas cognitivas, exigem um processamento computacional significativo. Dispositivos mais antigos geralmente têm processadores menos potentes e menos capacidade de RAM, o que pode resultar em lentidão e até mesmo travamentos ao executar tarefas exigentes de IA.
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Consumo de energia: Algoritmos de IA podem consumir mais energia do que tarefas tradicionais. Isso ocorre devido à necessidade de processamento contínuo de dados e cálculos complexos. Dispositivos mais antigos podem não ser otimizados para lidar eficientemente com essas demandas energéticas extras, o que leva a um maior consumo de bateria e redução da vida útil da mesma.
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Compatibilidade de software: À medida que novos recursos de IA são introduzidos por meio de atualizações de software, dispositivos mais antigos podem enfrentar desafios de compatibilidade. Isso pode resultar em problemas de desempenho, incompatibilidade de aplicativos ou até mesmo a impossibilidade de acessar certos recursos de IA devido a limitações de hardware.
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Armazenamento: Além do processamento e consumo de energia, a IA também pode exigir armazenamento adicional para modelos de aprendizado de máquina, conjuntos de dados e arquivos temporários.
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Dispositivos mais antigos com capacidade de armazenamento limitada podem encontrar dificuldades em acomodar esses requisitos extras, o que pode impactar negativamente o desempenho geral do dispositivo.
Em termos técnicos, o processamento de IA em smartphones envolve uma série de operações complexas:
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Algoritmos de aprendizado de máquina: Os dispositivos utilizam algoritmos de aprendizado de máquina para realizar tarefas como reconhecimento de padrões, classificação de dados e tomada de decisões com base em dados históricos.
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Processamento de dados: A IA geralmente lida com grandes volumes de dados, seja na forma de texto, imagem, áudio ou vídeo. Isso requer operações intensivas de processamento de dados para extrair informações relevantes e gerar respostas precisas.
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Otimização de modelos: Para garantir um desempenho eficiente em dispositivos móveis, os modelos de IA precisam ser otimizados para reduzir o consumo de recursos, como CPU, RAM e energia. Isso envolve técnicas como compactação de modelos, quantização de parâmetros e uso de aceleração de hardware dedicado, quando disponível.
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Integração com hardware: Dispositivos mais recentes muitas vezes possuem hardware especializado para acelerar tarefas de IA, como unidades de processamento neural (NPU) ou unidades de processamento tensorial (TPU). No entanto, dispositivos mais antigos podem depender principalmente da CPU e GPU para processamento de IA, o que pode resultar em desempenho inferior.
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Em resumo, o impacto da IA nos smartphones mais antigos está relacionado à capacidade desses dispositivos lidarem com as demandas computacionais e energéticas adicionais impostas pelos recursos de inteligência artificial.
Essa questão é relevante tanto para os usuários que buscam acesso a recursos avançados quanto para as fabricantes, que precisam equilibrar inovação tecnológica com compatibilidade e desempenho em diferentes gerações de dispositivos móveis.
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Google pretende usar IA para fazer bateria durar mais
O Google aposta em inteligência artificial para aumentar a duração da bateria de celulares Android em até três horas. A ideia é usar a tecnologia para diminuir o consumo de energia de aplicativos que rodam por trás da tela, como os recursos do sistema operacional.
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A novidade estaria disponível a partir do lançamento do Android 15.
O novo sistema operacional está em fase de testes desde fevereiro, mas ainda não tem data de lançamento marcada. (Pedro S. Teixeira/Folhapress)
Algumas Informações: Jornal O Tempo
Direitos Autorais Imagem de Capa: Divulgação/Samsung
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