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Elizan Coradine: O Barulho Silencioso das Redes

A vida perfeita que não existe, mas que insistimos em acreditar
Você abre o Instagram por cinco minutos — só para “dar uma olhada”. Quando fecha, algo mudou. Não no mundo. Em você.
Seu humor muda. Sua percepção muda. E, muitas vezes, sua ansiedade aumenta.
De repente, sua rotina parece sem graça. Seu corpo, insuficiente. Sua vida… pequena.
A verdade incômoda é simples: não é sobre o que você viu — é sobre o que você sentiu ao se comparar.

A falsa ilusão da vida perfeita
Você já sabe, mas ignora: ninguém posta crise, boleto atrasado ou solidão às 23h.
As redes são vitrines, não bastidores.
O problema não é a vitrine — é o acordo silencioso que fazemos com ela:
“Se todo mundo parece feliz, o problema deve ser comigo.”
E assim nasce uma comparação injusta: sua vida real contra o palco editado dos outros.
E você vai perder. Sempre.


Impactos emocionais: rolar a tela não é investimento. É fuga e desgaste
Não é só distração. É construção de narrativa interna.
Aos poucos, você começa a pensar:
• “Eu devia estar mais à frente.”
• “Todo mundo já conquistou mais.”
• “Por que comigo é tão difícil?”
Isso é ansiedade — mas nem sempre aparece com esse nome, nem de forma óbvia.
Ela se manifesta como:
• inquietação constante
• sensação de atraso
• dificuldade de se satisfazer
• necessidade de validação
É uma ansiedade silenciosa, que não paralisa de uma vez — mas desgasta aos poucos.
E o mais perigoso: você passa a se cobrar por um padrão que não existe.
Essa busca vira cansaço. Vira sobrecarga emocional contínua.


A verdade oculta, viciante e autodestrutiva
Não é só a rede que te prende. Existe uma parte de você que quer continuar ali.
Quer comparar. Quer medir. Quer se testar.
No fundo, há uma crença:
“Se eu for melhor… então serei suficiente.”
Mas essa conta nunca fecha.
Você não está competindo com o outro. Está se afastando de si mesmo.
E quanto mais tenta alcançar esse ideal, mais distante fica de quem realmente é.
Isso mantém o corpo em alerta constante, como se descansar fosse errado.
E viver assim não motiva — esgota.
 


Uso consciente
Fugir das redes não resolve. É preciso sair da armadilha.
Comece observando:
• Como você se sente depois de usar? Se sai pior, não é entretenimento — é desgaste.
• Pare de seguir o que te diminui. Nem tudo que encanta, faz bem.
• Lembre-se: é recorte, não realidade.
• Volte para a sua vida concreta — com e apesar dos desafios.
 


Sem romantizar
As redes não são vilãs. Mas também não são neutras.
Elas intensificam ansiedade, comparação e sensação de insuficiência.
Amplificam o que você já sente — pressão, dúvida, medo de não estar vivendo o suficiente —
e expõem o que você evita encarar: a vida real é imperfeita, e talvez você não precise ser melhor do que ninguém para ser suficiente.
A pergunta não é:
Por que você se cobra tanto?
É outra:
👉 Quem você se torna depois de tanto tempo vivendo recortes de felicidade?
E talvez a mais honesta:
👉 Se ninguém estivesse olhando… você ainda escolheria essa mesma vida?
Porque, no fim, não é sobre redes sociais.
É sobre o custo disso na sua saúde mental.
O que te desgasta não faz barulho. Mas continua acontecendo.
E ignorar isso também é uma escolha.
 

Elizan Coradine - Terapeuta  
Psicanalista - CRTHBR - 13346 
Transformo dores em força 🧠  
Constelação Familiar | Análise Corporal | Palestras  
https://www.instagram.com/elizancoradine.terapeuta

Foto: Arquivo Pessoal

Informações: Elizan Coradine

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