Por: Cerqueiras Publicidades

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O dia em que a Terra ferveu: Conheça a história dos 56,7°C, a temperatura mais alta já registrada oficialmente no planeta

Marca histórica de 1913 no Vale da Morte segue imbatível nos registros da Organização Meteorológica Mundial, mas especialistas debatem a validade dos dados em meio ao aquecimento global.

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Imagine um calor tão intenso que o ar parece queimar a pele e a respiração se torna um desafio. Hoje, revisitamos um marco meteorológico que desafia a compreensão humana sobre os limites do clima terrestre: a maior temperatura já registrada na história do nosso planeta.

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Segundo os registros oficiais validados internacionalmente, o termômetro atingiu a marca impressionante de 56,7 ºC no dia 10 de julho de 1913. O palco desse evento extremo foi o Vale da Morte (Death Valley), localizado no deserto de Mojave, na Califórnia, Estados Unidos.

Foto: Reprodução

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O local específico da medição foi o Furnace Creek Ranch, uma área que faz jus ao nome (Rancho do Riacho da Fornalha). A região é uma depressão geográfica situada abaixo do nível do mar, cercada por montanhas íngremes que aprisionam o ar quente, criando uma espécie de forno de convecção natural.

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Para que um recorde dessa magnitude seja aceito pela comunidade científica e pelo Guinness World Records, a medição não pode ser feita de qualquer maneira. Existem protocolos rígidos que diferenciam a temperatura do ar da temperatura do solo.

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A regra de ouro da meteorologia exige que o termômetro esteja posicionado a uma altura padrão de 1,5 metro a 2 metros do solo. Isso é crucial, pois o chão (asfalto, areia ou terra) absorve calor e pode atingir temperaturas muito superiores às do ar, distorcendo os dados.

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Além da altura, o instrumento deve estar protegido da incidência direta da luz solar, dentro de um abrigo ventilado (conhecido como Abrigo de Stevenson). Se o sol bater diretamente no vidro do termômetro, a leitura será falsa. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), esses critérios foram respeitados em 1913.

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No entanto, a história dos recordes de calor é marcada por reviravoltas e revisões técnicas. Durante quase um século, o título de lugar mais quente do mundo pertenceu à cidade de El Azizia, na Líbia, que ostentava uma medição de 57,8 ºC datada de 13 de setembro de 1922.

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Essa hegemonia líbia caiu por terra em 2012. Após uma investigação minuciosa conduzida por um comitê internacional de especialistas da OMM, o recorde foi anulado. A revisão concluiu que houve erros graves no processo de medição da época.

Foto: Reprodução

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Os investigadores descobriram que o observador responsável em 1922 era inexperiente e teria feito a leitura de forma incorreta. Além disso, o instrumento estava posicionado sobre uma base de asfalto, o que artificialmente elevou a temperatura registrada em cerca de 7 graus Celsius.

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Com a desclassificação da Líbia, o recorde voltou para os Estados Unidos e para a data de 1913. Contudo, mesmo essa marca centenária não está livre de polêmicas e divide opiniões na comunidade científica moderna.

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Meteorologistas renomados, como Christopher C. Burt, e historiadores do clima, como Arnold Court e William Taylor Reid, levantam suspeitas sobre a precisão dos 56,7 ºC do Vale da Morte. Eles argumentam que a leitura destoa das estações meteorológicas vizinhas naquele mesmo dia.

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A tese desses especialistas é que o valor pode ter sido superestimado em até 3 ºC devido a condições locais momentâneas, como uma tempestade de areia que pode ter superaquecido o abrigo do termômetro, ou até mesmo erro humano na leitura dos instrumentos antigos.

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Mundo das Utilidades

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Apesar dessas contestações técnicas, a OMM mantém a posição oficial: até que surjam provas irrefutáveis em contrário, os 56,7 ºC de 1913 continuam sendo o recorde mundial vigente. O dado serve como a "baliza" máxima do calor na Terra.

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Isso não significa que outras partes do mundo não experimentem calores infernais. A África detém seu recorde continental oficial com 55 ºC, registrados em Kebili, na Tunísia, em 1931. É uma temperatura capaz de colapsar a infraestrutura urbana e a saúde humana em minutos.

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BibiCar

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Mais recentemente, a Ásia entrou para o grupo dos extremos. Em 2017, a cidade de Ahvaz, no Irã, registrou 54 ºC. Outras medições modernas no Kuwait e no Paquistão também já roçaram a casa dos 54 ºC, mostrando que o "teto" de calor está sendo testado com frequência.

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Esses eventos isolados ganham um peso muito maior quando analisados sob a ótica das mudanças climáticas. Embora o recorde absoluto seja de 1913, a frequência e a duração das ondas de calor aumentaram drasticamente nas últimas décadas.

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Irmãos Gonçalves

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Pesquisas recentes indicam que a temperatura média global atual é mais alta do que em grande parte dos últimos 11.300 anos (período geológico do Holoceno). O planeta está retendo mais calor devido ao acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera.

Um exemplo claro dessa tendência foi observado em julho de 2023, quando a temperatura média global do ar quebrou recordes consecutivos, atingindo a marca de 17 ºC. Isso superou os picos anteriores de 2016.

Portanto, relembrar o recorde de 1913 não é apenas uma curiosidade histórica. Ele serve como um alerta. O que antes era uma anomalia extrema em um deserto isolado pode se tornar um cenário cada vez mais comum em diversas regiões habitadas, caso o aquecimento global continue em seu ritmo atual.

Mais Informações: Pedro Silvini


A Palavra Morde no Portal

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